27 de janeiro de 2009

Meus Filmes Preferidos: O SENHOR DOS ANÉIS (2001-2003)

27 janeiro Escrito por Eliude Santos , 7 comentários
O Senhor dos Anéis
Adaptação do livro de J. R. R. Tolkien, O Senhor dos Anéis do diretor Peter Jackson, embora não tenha conseguido aproximar-se de todo o escopo e abrangência da história original (o que é impossível a qualquer adaptação devido a diferença entre as linguagens cinema/literatura), é certamente a primeira grande produção cinematográfica deste século e uma obra sem precedentes.
Gravados juntos e depois editados em três filmes diferentes, A Sociedade do Anel, As Duas Torres e O Retorno do Rei foram lançados no cinema em três anos consecutivos. A trilogia, no entanto, é considerada pela maioria dos fãs como um único filme de aproximadamente dez horas, ou de onze e meia, se considerarmos a versão extendida.
A despeito do extenso tempo de duração, a sinopse do filme é bem simples: na Terra Média, um anel é entregue aos cuidados do jovem hobbit Frodo Baggins (Elijah Wood). Mas aquele não é um anel comum, pois pode restaurar o poder de Sauron, o Sombrio Senhor de Mordor, e conseqüentemente lançar a Terra Média em escravidão. Para evitar isso, Frodo deve devolver o anel ao lugar onde foi forjado e assim destruí-lo.
os Hobbits
Os efeitos especiais e a recriação de um mundo que existia somente na imaginação dos leitores de Tolkien são simplesmente incríveis e se igualam ou sobressaem a quaisquer das grandes realizações nesse campo até então alcançadas pela indústria cinematográfica. Não há como descrever as cenas de batalhas e a obra de recriação da Terra Média sem recorrer ao uso de superlativos. Mas, o mais encantador é o cuidado que diretor e atores tiveram ao criarem de um modo uniformemente excelente cada um dos personagens da trama. Ver Christopher Lee (aos oitenta anos) travando uma luta com Ian McKellen (aos sessenta e três) que deixaria os personagens de Matrix com inveja é um dos destaques do filme.
O Senhor dos Anéis: A Sociedade do Anel
O anel
"O poder corrompe; o poder absoluto corrompe de maneira absoluta." Este é um velho adágio que tem sido a base para muitas histórias. É o principal argumento por trás do clássico "O Senhor dos Anéis" de Tolkien. Publicado em 1954-55, com origens que remontam a 1937, o livro tornou-se parte do imaginário de muitos por mais de meio século até ganhar uma versão para o cinema. E o esforço bem sucedido para recriação desse mundo resultou numa das mais belas adaptações de livros de fantasia já filmadas.
A estrela do filme e da história não é uma pessoa, mas um objeto: um anel; um anel que permite a quem dele se apossa o controle de uma hoste de outros anéis distribuídos a diferentes povos na Terra Média: três anéis pertencem aos imortais elfos; sete aos anões; e nove anéis aos humanos mortais. O anel que governa todos os outros, forjado no fogo da Montanha da Perdição pelo malévolo feiticeiro Sauron (Sala Baker), dá ao seu portador tanto poder que corrompe quem quer que o use, até mesmo o mais puro de todos.
E claro que há algumas pessoas que são mais puras que outras. Os humanos parecem ser incapazes de usá-lo sem serem corrompidos por sua influência (o que não me surpreende). Mas há um povo pequeno, os Hobbits, que pelo menos são capazes de carregá-lo sem serem demasiadamente poluídos por ele. E cabe a um Hobbit, Frodo Baggins (Elijah Wood), a tarefa de destruir o anel.
Gandalf
Frodo é ajudado em sua tarefa pelo feiticeiro Gandalf (Ian McKellen), por três outros Hobbits incluindo o melhor amigo de Frodo, o jardineiro Samwise Gamgee (Sean Astin), pelo elfo Legolas Greenleaf (Orlando Bloom), o anão Gimli (John Rhys-Davies), e dois humanos: Passo Largo, também conhecido como Aragorn (Viggo Mortensen) e Boromir (Sean Bean). A história conta como Frodo, sendo um relutante herói, atravessa terras misteriosas, perigosas e de uma beleza de tirar o fôlego, e enfrenta monstros terríveis para alcançar seu objetivo.
Ao assistir o filme é fácil ficar hipnotizado pela fantasia que nos é apresentada quase que puramente baseada em fotografia. Os efeitos especiais são espetaculares e meticulosamente realizados. A trilha sonora enche-nos a alma e engrandece nossa experiência quase que transportando-nos para a tela, como um dos participantes da sociedade em sua jornada.
O Senhor dos Anéis: As Duas Torres
Legolas e Guimli
Esse ato começa onde a primeira seqüência havia parado: Frodo Baggins continua sua jornada a Mordor para destruir o poderoso anel. Ajudando-o, direta e indiretamente estão seus companheiros Hobbits Samwise Gamjee, Meriadoc Brandybuck (Dominic Monaghan) e Peregrin Took (Billy Boyd); Gandalf, (agora) o Branco; Aragorn; Legolas Greenleaf, o elfo; Gimli, o Anão; e Treebeard, o Ent (voz de John Rhys-Davies). Contra ele estão Saruman, o Branco (Christopher Lee); Sauron, o Senhor Sombrio, cujo espírito está interligado ao anel; e uma criatura cujas intenções são literalmente ambíguas: Smeagol/Gollum (Andy Serkis).
O propósito deste episódio é mostrar os esforços das forças de Saruman para conquistar a Terra Média. O filme nos guia através de duas grandes batalhas: a primeira entre os dez mil orcs armados do exército de Saruman contra os habitantes do reino de Rohan numa de suas fortalezas; e a segunda entre os Ents contra a arma de guerra de Saruman em Isengard, assim como muitos outros combates entre esses.
A fotografia, aliada á computação gráfica, é inspiradora. Gollum é brilhantemente animado, tanto que tem-se dito que foi mais convincente em seu papel do que quaisquer dos atores reais. A trilha sonora que remete aos velhos filmes de faroeste é excelente.
É difícil achar falhas num filme tão bem feito quanto esse.
O Senhor dos Anéis: O Retorno do Rei
E é assim que termina. No Retorno do Rei, os cineastas contam-nos uma história simples: como os dois Hobbits, Frodo Baggins e Samwise Gamgee finalmente devolvem o poderoso anel ao fogo do Monte da Perdição. Eles gastam cerca de 200 minutos para fazê-lo. E vale a pena assistir a cada um deles.
Sem dúvida o mais rico personagem da série é Smeagol (Andy Serkis) cuja história de como ele tornou-se o Gollum é mostrada aqui como uma analogia à natureza corrupta do poder. É assim que o filme começa, e como todos sabem, termina com sua morte. Talvez a melhor lição desse filme seja de que Frodo é um Gollum em potencial, e Gollum é um Frodo em potencial.
Os gráficos foram absolutamente perfeitos. A batalha épica final é um espetáculo visual. E como tornou-se marca da série, cenas pungentes cujo tempo ou espaço é então irrelevante são intercaladas numa perspectiva antropomórfica. O ápice da narrativa dá-se na derrota de Sauron e nos diferentes desfechos dados a cada grupo de personagens que acompanhamos no decorrer da jornada.
Percebe-se de longe a consistência e a paixão das pessoas envolvidas nessa obra tão homogênea. Se um detalhe está presente no primeiro filme, está presente em todos os outros, e isso foi possível quando o desafio de realizar a obra como um todo foi comprada pelos produtores.
A razão para filmes como Harry Potter, Star Wars e Matrix terem-se afirmado com sucesso é por causa da mitologia que criaram. O Senhor dos Anéis, que precede esses outros em suas origens, não é excessão e deu vida a uma das mais ricas mitologias já criadas.

::Ficha Técnica::
The Lord of The Rings, USA, 2001-2003
»Diretor: Peter Jackson
»Roteiristas: Fran Walsh, Philippa Boyens e Peter Jackson, baseado no livro de J. R. R. Tolkien
»Gêneros: Fantasia e Aventura
»Duração: 558 minutos (original), 682 minutos (versão extendida)
»Trilha Sonora: Howard Shore
»Fotografia: Andrew Lesnie
»Desenho de Produção: Grant Major
»Direção de Arte: Dan Hennah
»Figurino: Ngila Dickinson
»Edição: John Gilbert, D. Michael Horton e Jamie Selkirk
»Efeitos Especiais: Weta Digital
»Elenco: Elijah Wood (Frodo Bolseiro), Sean Astin (Samwise Gamgi), Andy Serkis (Gollum/Sméagol), Viggo Mortensen (Aragorn), Ian Mckellen (Gandalf), Orlando Bloom (Legolas), John Rhys-Davies (Gimli), Dominic Monaghan (Meriadoc Brandebuque), Billy Boyd (Peregrin Tûk), Miranda Otto (Éowyn), Bernard Hill (Theóden), John Noble (Denethor), David Wenham (Faramir), Hugo Weaving (Elrond), Liv Tyler (Arwén), Cate Blanchett (Galadriel), Sean Bean (Boromir), Ian Holm (Bilbo Baggins), Alexandra Astin (Elanor Gamgee), Sala Baker (Sauron), Christopher Lee (Saruman), Bernard Hill (Rei Theoden)...

7 comentários:

  1. Hello I really like your blog, I would like a link exchange with you, I insert your blog to my favorite blogs ;)

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  2. Adorei o post. Senhor dos Anéis é simplesmente perfeito.
    Apenas agora estou lendo a obra, mas os filmes são sensacionais!

    tem um selo para você lá no meu blog!
    Visite e pegue lá xD

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  3. Amo esse filme! O filme como um todo me encanta: os olhos, o roteiro, os personagens, a música, o todo! Impecável! Maravilhoso o trabalho de todos que estiveram envolvidos nessa mega-produção.

    BjoxXD!!!

    KthY?

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  4. Ah, antes q eu me esqueça, tem presente p vc no blog! ;)

    BjoxXD!!!


    KthY?

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  5. Esse filme é simplismente, "O FILME". As cenas, os efeitos, a história em si, genial!

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  6. Oi Eliude,
    Meu nome é Bruna e trabalho na Edelman, agência de comunicação da Jorge Zahar Editor.
    Você está de parabéns, seu blog traz ótimos posts! Escolhi comentar neste, pois você dá boas dicas sobre cinema e acho que vai gostar da minha. Já conhece o Guia Ilustrado Zahar de Cinema? Ele foi organizado pelo crítico inglês Ronald Bergan, é uma viagem pela história, os gêneros e as biografias de atores e diretores que fizeram da sala escura uma porta para um novo universo. Dá uma olhadinha http://www.zahar.com.br/catalogo_detalhe.asp?id=1116&ORDEM=D
    Voltarei mais vezes!
    Abraços!

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  7. Saudações, Eliude. Fico feliz em encontrar um blogger tão rico e tão diversificado. A trilogia de Tolkien e do grande diretor, Peter Jackson, é absurdamente fantástica. Li o livre e ,também, vi o filme. A Comitiva do Anel iniciada já no primeiro filme desta trilogia possui aspectos muito fidedignos do livro. No no Retorno do Rei, o segundo desta obra, gostei da maneira como Peter Jackson tratou a questão da preservação ambiental por meio da revoltas das Barbárvores, pastores das florestas, que eram destruídas para alimentar a construção das armas e do exército de Saruman - o Branco. Que de branco só tinha mesmo o nome. E, por último, O Retorno do Rei, que não foi tão fiel ao livro, pelo menos, no fim. Isso não maculou a obra. Adorei o filme. Concordo com você quando fala a respeito da paixão de todos envolvidas na obra. Vendo as conversas de bastidores no DVD dá pra se ter uma noção de tudo isso. Estou postando toda a trilogia em meu blogger. Como amante da obra seria um prazer ver seu comentário. Um abraço. Outra coisa: um blogger a ser seguido...

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