10 de maio de 2009

Entrevista na MT - Tema: Amor

10 maio Escrito por Eliude Santos 4 comentários

Em 18 de julho de 2008, publiquei neste blog uma entrevista feita comigo na comunidade "Mormon Thought" (Orkut). Foram feitas perguntas acerca de minha vida pessoal, profissional e a respeito da minha visão de mundo. Como a entrevista ficou muito extensa, decidi separá-la por tópicos. Este trata de perguntas relacionadas ao amor.

Chris Pergunta: "Você já falou de amor antes em suas respostas, mas o que é o Amor, para o Homem Eliude? O que lhe completa? O que lhe realiza? O que lhe envolve e encanta quando se apaixona?"

Resposta: Amor pra mim é um sentimento de ligação que nos faz penetrar na alma de outra pessoa e que abre o caminho de nosso coração pra ela. Quando me sinto perfeitamente conectado com alguém, mesmo quando nossas opiniões se desencontram, percebo que estou amando. E amo muitas pessoas. E meu coração às vezes fica confuso e perdido. Sinto-me completo quando sou compreendido. Sinto-me realizado quando me faço compreender. Uma alma bonita e uma conversa agradável me envolvem e encantam e fazem-me abrir as portas do meu coração. A paixão, no entanto, depende de algumas reações químicas que são causadas nesse meio tempo e que me cegam pra tudo o que está ao meu redor. E acabo fazendo ou falando coisas que não faria ou falaria se tivesse total controle racional e emocional da situação. Geralmente me apaixono pela impossibilidade.

Aline Pergunta: "O que você entende por omissão?"

Resposta: Entendo o mesmo que fala o dicionário: Ato ou efeito de omitir (isto é, deixar de fazer ou dizer alguma coisa; não mencionar, deixar no esquecimento, de propósito ou não). Num universo de idéias e ações, nada é absolutamente compreendido ou declarado; e tudo o que não é declarado ou feito é portanto omitido. A omissão pode ser verbal ou de ação. Tanto uma quanto a outra pode ser prejudicial ou justificável. Mas acho que em certos casos, a omissão verbal faz parte da apresentação da mensagem, desde que não seja acompanhada de acréscimos improcedentes. Exemplificando: Todos nós crescemos em conhecimento de graça em graça, isto é, aos poucos. E é aos poucos, porque nem tudo nos é declarado de uma vez. O próprio Deus revela a verdade aos profetas aos poucos. Um pouco a um, um pouco ao outro. Passaram-se anos até que conhecimentos que eram comuns entre os cristãos primitivos se tornassem aceitos em nosso meio. E isso, porque Deus nos conhece bem, e sabe até que ponto estamos prontos pra novas verdades. Por isso, Ele nos dá na medida que suportamos. Desse modo, um bom emissor, sabe o quanto pode dizer e o quanto pode omitir (sem mentir) para que o receptor cresça em entendimento sobre o assunto. Quanto à omissão de ação, todos nós passamos por experiências em que sabemos que algo precisa ser feito e simplesmente não conseguimos fazer. Ou porque a ocasião não nos permite; ou porque não estamos adequadamente preparados; ou porque simplesmente esquecemos. Gostaria muito de ser menos omisso. Mas entendo a necessidade da omissão certas vezes. Tudo depende de bom senso.

Aline Pergunta: "Defina amor."

Resposta: Falei um pouco sobre o amor no início desta entrevista. Mas não custa falar mais um pouquinho. Afinal, esse é um assunto importantíssimo. Uma vez, comentei com uma amiga que seria muito importante termos aulas de AMOR na faculdade. Imagina, no campus alguém vira pra você e pergunta, "Que disciplinas pegou esse semestre?"... Você vira pra ela e diz, "Ixe, reprovei em AMOR III, vou ter que fazer de novo." (heheheheh) Pois bem, acho que há três tipos de amor: o romântico, o familiar e o caridoso. O AMOR ROMÂNTICO é o que temos por amigos e por companheiros: quando esse amor é precedido pela paixão (erotismo), queremos ter um relacionamento mais íntimo com a pessoa que amamos; quando é precedido por um sentido de familiaridade (coleguismo), desenvolve-se a amizade, que pode ser mais profunda (beirando a caridade) ou mais superficial. O AMOR ROMÂNTICO É CARACTERIZADO POR DIFERENTES NÍVEIS DE ADMIRAÇÃO; O AMOR FAMILIAR é aquele que sentimos por nossos pais, filhos e irmãos. Muitas vezes, estendemos esse amor a pessoas que conhecemos no decorrer de nossa vida, seja porque nos sintamos no dever de protegê-las, ou porque sintamos segurança ao seu redor. Assim, fazemos de muitos conhecidos ou amigos, nossos protetores ou protegidos. O AMOR FAMILIAR É CARACTERIZADO POR DIFERENTES NÍVEIS DE PROTEÇÃO. O AMOR CARIDOSO é sinônimo de CARIDADE. No entanto, o mundo entende caridade de um modo diferente. Todos entendem caridade como ação. No entanto, a caridade não é ação, mas sim um sentimento, porque amor é sentimento. Assim, temos caridade, quando sentimos o DESEJO sincero de agir em benefício de alguém, seja porque temos ADMIRAÇÃO ou porque queremos PROTEGER essa pessoa. O AMOR CARIDOSO É O DESEJO DE COLOCAR AS NECESSIDADES DO OUTRO ACIMA DAS NOSSAS.

Aline Pergunta: "Bondade é exercício ou dom?"

Resposta: Bondade é uma das facetas do amor caridoso; portanto, é dom, pois a caridade é um dom. Mas dom não é algo nato; é algo que recebemos. E algo que, se não temos, podemos buscar. Para dons, a máxima de Tiago também é válida: "Pedi, e recebereis." (Tiago 1:5) Podemos desenvolver bondade (amor) começando por passos menores, como a empatia. Se aprendermos a nos colocar no lugar do outro antes de agir ou expressar o que sentimos, teremos muito mais sucesso em todas as nossas relações.O exercício da bondade chama-se FÉ.

4 comentários:

  1. vc e uma pessoa muito especial ta eliude,muito enteligente, humilde,e muitas outras coisas




    ASS:Luciano Seu primo

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  2. Acho que não sei amar. Por tantos anos me enganei quanto a isso e só quando tive em minha vida a pessoa que poderia chamar de "o amor da minha vida" me vi trocando os pés pelas mãos inúmeras vezes. Admito que o medo de perdê-lo é tão grande que me sufoco, mas tenho a plena consciência que o outro é livre. Há coisa mais dura que essa dualidade? O amor traz consigo tantos outros sentimentos e sou tão pequena frente a eles... Vc fala de amor com maestria, parabéns.

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  3. O amor é uma arte e seja nossa arte harmoniosa ou não, só cabe a nós a interpretação de nossa obra. Mas muita gente confunde amor com paixão e por isso acabam sofrendo tanto. Ninguém sofre por amor, amor não causa sofrimento; quem causa sofrimento é a paixão. O apaixonado está cego e carente. Sua cegueira faz com que erre mais, erros de julgamento, reações exageradas a ações mal interpretadas, tudo é um grande equívoco. Sua carência faz ele ter medo de perder o que nunca teve de fato, ou sufoca a ponto de espantar o que já teve. Já o amor é compreensivo, entende os limites e os respeita, o amor nos faze querer ver o outro feliz, mesmo que seja longe de nós. O amor é um sentimento de plenitude em si mesmo. É o oposto da carência.

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