30 de novembro de 2009

Angels in America

30 novembro Escrito por Eliude Santos , , , 4 comentários

Há quase dois anos, ganhei de um amigo o DVD duplo de "Angels in America: A Gay Fantasia on National Themes" (Anjos na América: Uma Fantasia Gay sobre Temas Nacionais). Ele disse que eu ia ficar apaixonado pela série, e estava certo! Já assisti dezenas de vezes e, sempre que tenho oportunidade, apresento-a a um(a) novo(a) amigo(a) e aproveito pra ver de novo.

Primeiramente escrita para o teatro por Tony Kushner, Angels tornou-se um ícone cultural do final do século XX. Considerada "o ponto de mutação na história do drama gay, na história do drama americano e na própria cultura literária americana," a peça recebeu vários prêmios e elogios da crítica, incluindo o Pulitzer Prize por drama e o Antoinette Perry (Tony) Award por melhor peça. Já foi produzida em dezenas de países ao redor do mundo e traduzida para diversas línguas, inclusive mandarim.

Angels in America é um drama "épico", o que significa que seu enredo se desenrola por grandes distâncias no tempo e no espaço, envolve muitos personagens e desenvolve suas histórias dando a eles igual importância. O roteiro é dividido em duas sub-peças: Millennium Approaches (O Milênio se Aproxima) e Perestroika (Perestróica). Juntas, elas apresentam mais de trinta personagens em oito atos, cinquenta e nove cenas, e um epílogo.

No entanto, o roteiro é relativamente simples: É a história de dois casais cujo relacionamento está se desintegrando. O drama se passa na América dos anos 80, e tem como pano de fundo a ganância e o conservadorismo da época, além de um texto recheado de discussões sobre política, religião e sexualidade, bem como sobre a recém descoberta doença do século: a AIDS. E é esse pano de fundo que dá magnitude a Angels in America e a destaca entre outras obras do gênero, pois grande parte das ações e frustrações dos personagens é motivada pelos temas vistos e discutidos nas mais diversas e contundentes perspectivas enquanto a história se desenvolve.



::Aspecto Histórico::

É impossível apreciar a obra sem procurar entender um pouco da história da crise social provocada pela AIDS ou sem o conhecimento das implicações sócio-políticas de repressão na história de mórmons, judeus e gays na América.

-Mórmons e Judeus-

A história dos mórmons é uma história de vitória sobre a repressão. Tendo sido primeiramente estabelecidos como religião organizada em 1830 no leste dos Estados Unidos, os primeiros membros da Igreja, por questões sócio-políticas, mascaradas em diferenças religiosas, sofreram toda sorte de humilhação pública e violência de modo que foram obrigados a migrar de um lugar a outro, durante décadas a fio, culminando com a ordem sancionada pelo Governador do Missouri em 1938, Lilburn Boggs, de que eles deveriam ser tratados como inimigos, sendo assim expulsos do estado ou mortos. Os mórmons migraram para Illinois, onde construíram uma cidade, longe de seus perseguidores. No entanto, não demorou para que sua cidade, Nauvoo, fosse invadida e destruída, e eles fossem novamente expulsos. Em abril de 1947, cerca de 70 mil homens, mulheres e crianças cruzaram o país numa travessia que resultou na morte de muitos fiéis, especialmente os que seguiram durante o inverno. Levavam em seus carroções a esperança de liberdade ao Vale do Lago Salgado, onde fundaram Salt Lake City, sua Sião, e finalmente conseguiram estabelecer-se em paz. Sua excelência nos negócios e ativa participação social, e o crescimento de sua religião por todo o mundo fez com que conquistassem uma posição consolidada de respeito no final do século XX.

Do mesmo modo, os judeus tem sido oprimidos no decurso da história, sendo inevitável citar eventos como as Cruzadas, a Inquisição e o Holocausto Nazista. Assim como os mórmons, eles também fugiram das zonas de opressão em busca de liberdade, e conquistaram-na às custas de grandes perdas.

De certo modo, estas duas religiões são vistas como extremos distintos na imaginação popular. Judeus tendem a ser urbanistas de esquerda; enquanto os Mormons, pelo menos nos EUA, são em sua maioria de direita e estão mais concentrados em áreas rurais; De modo que, numa cena de Angels, o choque de Louis ao encontrar um mórmon em Nova Iorque e seu menosprezo pela Igreja — ele a chama de "culto" — reflete esta aperente incongruência. Ambas as religiões, no entanto, são colocadas à margem da sociedade em parte por causa do preconceito e falta de conhecimento a seu respeito. Tal preconceito compeliu ambos os povos a realizarem migrações épicas. Uma referência a estas jornadas é feita já na primeira cena de Angels, quando o Rabino Chemelwitz as chama de "As Grandes Viagens do Mundo". E ambas as religiões demandam um comportamento moral específico de seus fiéis. Mais problematicamente, ambas as religiões reprovam o comportamento homossexual.

A obra coloca o mormonismo e o judaismo em evidência por suas conotações culturais e o modo como elas se distinguem na sociedade. Ambas são comunidades calorosas e caridosas, baseadas em firmes valores morais. No entanto, a obra não se atém a suas doutrinas religiosas, exceto como alusões literárias. Apesar da ênfase dada a essas duas religiões, Angels não é uma obra religiosa — o que une os personagens neste epílogo utópico é sua fé na democracia e num idealismo cívico.

-AIDS e Homossexualidade nos Anos 80-

Embora alguns homens e mulheres em todas as épocas e culturas tenham abraçado o comportamento homossexual, foi somente no século XX que a homossexualidade foi vista como uma orientação fundamental e não um ato específico. Nos Estados Unidos, o moderno movimento pelos direitos homossexuais começou após a Segunda Guerra Mundial, que permitiu um contato mais estreito de milhões de adultos não-casados em cidades grandes, longe de suas famílias. Organizações políticas pelos direitos homossexuais foram estabelecidas em caráter secreto no início dos anos 50 e 60, no entanto, muitas pessoas, naquele país, sentiram a necessidade de "restaurar a ordem social antes da guerra e freiar as forças que lutavam por mudanças". Mas a revolta em Greenwich Village, bairro de Nova Iorque, mais conhecida como Stonewall Riot (A Revolta do Muro de Pedras) em junho de 1969 empurrou a América em direção a um período de maior abertura e aceitação do comportamento homossexual.

Embora esse estilo de vida tenha florescido nos anos 70, muitos gays viram os anos 80 como um período de repressão e tragédia. Os primeiros casos de AIDS foram diagnosticados em homens gays em 1981; dentro de 10 anos, mais de 100 mil morreram da doença, somente nos Estados Unidos. Nos primeiros anos da epidemia, ignorância e medo resultaram em discriminação generalizada contra os pacientes de AIDS, e o sensacionalismo da mídia nacional só ampliava o problema. Para muitos ativistas gays, os presidentes Reagan e Bush simbolizavam a oposição: a administração de ambos foi não somente contrária à causa dos direitos homossexuais como também hostil e ofensiva. Além do que, Reagan manteve-se calado sobre o assunto da AIDS até 1987, quando já mais de 20 mil pessoas haviam morrido. E só movimentou-se por ver que a "praga" estava também recaindo sobre cidadãos heterossexuais.

Angels in America estreou em Los Angeles na mesma semana em que Bill Clinton, o primeiro presidente americano a manifestar-se em favor dos direitos de cidadãos americanos a despeito de suas orientações sexuais, derrotou George Bush; a peça foi inevitavelmente associada a um senso de euforia e otimismo político.

Em Dezembro de 2003, Al Pacino, Meryl Streep, Emma Thompson, Mary-Louise Parker, Patrick Wilson, Jeffrey Wright, Justin Kirk e Ben Shenkman encabeçaram o elenco da minissérie exibida pela rede HBO.



::Os Personagens::

Louis Ironson - Um "processador de palavras" que trabalha no tribunal de pequenas causas no Brooklyn. Louis é o estereótipo do judeu neurótico: ansioso, ambivalente e perpetuamente culpado. Ainda assim, sua culpa não o impede de abandonar seu parceiro Prior, que lhe revela estar com AIDS. Louis é um idealista e defensor da virtude que não consegue agir virtuosamente. Ele representa uma sociedade hipócrita que condena a veneração amoral da justiça humana, mas que não age de acordo com os próprios valores de justiça. Essa dualidade o faz crescer numa jornada de auto-percepção como contribuinte da podridão humana e num esforço por redenção que conduz a linha narativa. Numa obra que se propõe a discutir temas nacionais, Louis é o personagem que mais conscientemente exerce esse papel.

Prior Walter - Em termos clássicos, Prior é o personagem que mais se assemelha ao que poderíamos chamar de protagonista, talvez por ser ele a maior vítima da história. Ele é abandonado por Louis, infectado por uma doença que toma o controle de seu corpo e o fragiliza, assediado por um impiedoso e incansável Anjo; e além disso, por ser homosexual, afeminado e aidético, ainda é também vítima de preconceito social. No entanto, no decurso da trama, a vítima ganha poder e autoridade muito além do que imaginamos que ele seria capaz. De acordo com a profecia que ele recebe do Anjo, a humanidade deve parar de progredir, pois o progresso fez com que Deus abandonasse os Céus. Mas Prior prova-se mais sábio que os anjos ao rejeitar sua doutrina de estática em nome da dolorosa e humana necessidade de movimento, migração e progresso. Prior, enquanto profeta, perde gradualmente a visão e sente dificuldade de movimentar-se ou respirar como crítica às doutrinas repressoras de que é feito portador.

Joe Pitt - Um advogado mórmon e republicano que trabalha no tribunal de pequenas causas, Joe luta contra sua homossexualidade latente. Mas, ao conhecer Louis, ganha forças para abandonar sua esposa. Sua ingenuidade inicial é desafiada pelo comportamento reprovável de seu tutor, Roy Cohn, e seu doloroso relacionamento extra-conjugal. A trajetória de Joe (de auto-suficiente e forte a indefeso e dependente) é de certo modo o oposto da tragetória de Prior.

Harper Pitt - Esposa de Joe, uma agorafóbica viciada em Valium que percebe a crise em seu relacionamento e procura fugir de seus problemas apoiando-se em suas alucinações. Num inexplicável sonho, ela encontra-se com Prior e descobre que seu esposo é gay. Ela decide então tomar o controle de seu póprio destino. De todos os personagens, Harper é a que sofre maior mudança em sua jornada de auto-descoberta, tornando-se uma mulher independente, confiante, cheia de vida e decidida a recomeçar em São Francisco.

Roy Cohn - Um poderoso advogado novaiorquino, Roy Cohn era um personagem real que foi adaptado para a obra. Roy é um personagem perturbador, homossexual recluso que se preocupa somente com a própria influência. Sua falta de ética o levou a interferir ilegalmente no julgamento de Ethel Rosenberg, resultando em sua execução. Roy representa o oposto de comunidade, sua solidão e egoísmo são igualmente endemicos à vida americana. Entretanto, sua malevolência parte de mera isolação para o verdadeiro ódio e maldade. Ele é perdoado (ainda que não seja exonerado) após sua morte (de AIDS) o que, ainda que de modo negativo, o reconectou à comunidade gay da qual ele sempre procurou se distanciar.

Belize - Um enfermeiro formado que já foi drag queen, Belize é o melhor amigo de Prior. Cuidando de Prior, barganhando com Roy ou retrucando a política cega auto-centrada de Louis, Belize é o mais centrado e ético personagem da obra. Às vezes é mais um símbolo de um grupo marginalizado que um próprio indivíduo, inclusive porque sua história pessoal é ocultada do público. Mas, a despeito dessas omissões, seu caráter e forte senso de moralidade ficam evidentes nos detalhes.

Hannah Pitt - A mãe de Joe, que se muda de Salt Lake City para Nova Iorque depois que Joe lhe confessa ser gay. Hannah se compadece de Harper e aflora depois que encontra Prior, tornando-se sua companheira e amiga. Sua impáfia é amolecida por Prior e por um marcante encontro sexual com o Anjo.

O Anjo da América - Uma imponente, aterradora, e divina presença que desce dos Céus para conceder a Prior uma profecia. O Anjo busca um profeta para deter o impulso migratório da humanidade, pois crê que o contante progresso e interação humana fizeram com que Deus abandonasse a criação. Sua cosmologia reacionária é surpreendente mesclada a uma sexualidade multifacetada.

Ethel Rosenberg - uma judia da vida real que foi executada por traição durante a Era McCarthy. Ethel retorna como um fantasma para tirar satisfações com seu causador, Roy. Ethel tem um ódio apaixonado por Roy, pois ainda em seu leito de morte ela se compadece a ponto de cantar para ele. Sua recitação do Kaddish ao lado de Louis indica seu perdão.

Outros personagens que figuram o roteiro são: Rabino Isador Chemelwitz - um velho rabino que profere um sermão no velório de Sarah Ironson, Mr. Lies - agente de viagem imaginário de Harper, Henry - o médico de Roy, Emily - a enfermeira de Prior, Martin Heller - assistente de Roy, os antecessores de Prior - Prior I e Prior II, a Pioneira Mórmon.



::Temas::

Comunidade - Sobre Angels, o autor escreveu: "A questão que estou tentando levantar é, qual o tamanho do abraço de uma comunidade? Qual o seu alcance?" Comunidade refere-se tanto aos laços pessoais entre indivíduos quanto aos laços políticos também chamados de cidadania. Numa forma simplificada, Angels in America concentra-se no fato de que ambos os tipos de comunidade são constantemente destruídos e recriados. Em Millennium Approaches, os relacionamentos terminam, Roy controla e distorce a lei, os personagens desembocam em isolamento e solidão. Toda essa confusão é representada pela destruição causada pelo Anjo no final da Parte Um. Mas a Perestroika reconstitue a comunidade em novas e surpeendentes formas, gerando laços entre personagens que antes não tinham qualquer ligação (Hannah e Prior, Prior e Harper) e repudiando aqueles, como Joe, que não enxergam a conecção entre lei e moralidade. Até mesmo Roy, o personagem mais difícil, não é abandonado ao isolamento: sua morte, ainda que de modo negativo, o liga a comunidades que ele havia abandonado — homossexuais, aidéticos e judeus.

Identidade: Etnicidade, raça e homossexualidade - O tema identidade está intrinsecamente ligado ao tema comunidade, já que grupos de identidade são uma das conexões que formam comunidades. Embora estejamos acostumados a pensar em brancos como um grupo étnico, todos os personagens nesta obra são marcados pela etnicidade: Brancos Cristãos, Judeus, Mórmons, Negros; e além disso, os personagens masculinos são marcados por sua homossexualidade. Até mesmo a infecção pela AIDS serve como identidade, gravada na pele e tão visível quanto a raça. A identidade também acaba sendo um fator de divisão entre povos: O racismo de Louis e sua suspeita de que Belize seja anti-semita acaba gerando atrito entre eles, do mesmo modo que a barreira da infeção de Prior é muito grande para Louis transpor, resultando em sua separação. Do mesmo modo, personagens como Roy fazem todo o possível para negarem sua participação nas minorias oprimidas. Mas uma lição de Angels é de que a identidade não precisa ser renegada para que as comunidades se formem. Apesar da grande diferença entre eles, Hannah aceita Prior mesmo sendo ele um homossexual, e ambos conseguem criar um ponte de entendimento e ajuda mútua entre eles. Uma comunidade é formada sem que sua individualidade seja negada. No final, as diferenças entre os personagens os acaba ligando de alguma forma. São diversos, ainda que mutuamente independentes.

Estática x Mudança - Num mundo cheio de crescente sofrimento, o desejo de evitar mudanças — preservar o passado e ignorar ou suprimir o futuro — é uma reação natural. Este impulso antimigratório é declarado pelo Rabino Chemelwitz, Emily (a enfermeira) e mais espetacularmente pelo Anjo, que ordenam Prior a fazer a humanidade parar o progresso. O Anjo escolhe Prior como profeta por causa de sua tradicional família (e tradição é algo estático) e porque (como detecta Belize) Prior secretamente compartilha do mesmo desejo após ter sido abandonado por seu namorado. Mas, como os eventos deixam claro, além de reacionário, este desejo pode ser profundamente destrutivo. Foi a Migração que trouxe a tradicional família de Prior para a América assim como os escravos, ancestrais de Belize, ou os imigrantes judeus, ancestrais de Loius, e que levaram os Mórmons a cruzarem o país em busca de liberdade e segurança. De certo modo, a obra sugere que a democracia e a política atuais devem resistir a esse impulso reacionário. Ela sugere que a América precisa abraçar todas essas mudanças que amedrontam as pessoas — especialmente o crescimento de minorias culturalmente aceitas e politicamente ativas.




::Ficha Técnica::

Angels in America: A Gay Fantasia on National Themes, USA, 2003
»Diretor: Mike Nichols
»Roteirista: Tony Kushner
»Gêneros: Drama
»Duração: 352 minutos
»Trilha Sonora: Thomas Newman
»Fotografia: Stephen Goldblatt
»Desenho de Produção: Stuart Wurtzel
»Direção de Arte: John Kasarda
»Figurino: Ann Roth
»Edição: John Bloom e Antonia Van Drimmelen
»Maquiagem: J. Roy Helland
»Elenco: Al Pacino, Meryl Streep, Emma Thompson, Patrick Wilson, Mary-Louise Parker, Justin Kirk,Ben Shenkman, Jeffrey Wright, James Cromwell, Michael Gambon, Simon Callow, Robin Weigert.

4 comentários:

  1. Ola tipo vi seu blog em uma comunidade e resolvi visitar, tipo tenho uma dica para vc melhorar o seu blog si quiser, tipo pq tu não passa ele para um dominio profissional gratis, o google indexa mais rapido e vc ganha mais visitas si quiser da uma olhada tenho aqui um tutorial passo a passo: http://www.artilhariadigital.com/2009/11/tutorial-configurando-um-dominio-cocc.html

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  2. Eu tenho o Angels in America no meu iPod, e já assisti tantas vezes (eu adoro!), que decorei algumas falas da Ethel e da Harper.
    Olha, vc é sim um belo exemplar de beleza (li o seu perfil), de sabedoria (um conceito beeem amplo) pode não ser um exemplar perfeito, mas é extremamente culto e sensível :) !
    Ok... agora, depois do elogio, fiquei com vergonha...
    Bem, favoritei o seu blog depois de ler (e gostar muito!) do post, agora vou acompanhar sempre que puder!
    Abraço, cherri, e uma semana linda prá você!

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  3. Olá,
    esse filme ainda nao vi, mas deu vontade d ver..
    sabe, procurava alguma analise critica do livro "o pequeno principe" e por acaso acabei caindo no seu blog... mas será que "acasos" existem?? Li akele post que tinha uma entrevista que vc deu, axei muito interessante... vc me parece uma pessoa singular qndo se refere ao campo das ideias. Axo que volto aki mais vezes, adoro filme, livros, arte... Espero que tenha um otimo dia

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  4. Obrigado, Bruninha e Patrícia... vocês são muito gentis... Que bom que minhas palavras alcançaram seus corações... Isso já cria uma ligação significativa entre nós.

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