20 de novembro de 2009

Bosque Sagrado

20 novembro Escrito por Eliude Santos Comente aqui
O BOSQUE SAGRADO foi uma comunidade criada na rede social Orkut para discussão de doutrinas religiosas a fim de estabelecer pontes de entendimento entre pessoas de diferentes crenças, filosofias ou pontos de vista em busca de maior esclarecimento espiritual.

O título da comunidade fazia alusão à Primeira Visão, nome dado pelos Santos dos Últimos Dias (mais comumente conhecidos como mórmons) à narrativa de Joseph Smith Jr descrevendo um evento ocorrido em um bosque próximo à sua casa, onde, o jovem rapaz afirmava ter visto Deus e Jesus Cristo que lhe apareceram como personagens ressurretos pairando no ar, envoltos em uma coluna de luz.

A história começou quando o tal jovem se viu confuso a respeito dos diferentes discursos religiosos das igrejas de seu tempo. Cada uma clamava ter a posse da verdade, mas todas apresentavam discursos completamente distintos, o que excluía a possibilidade de todas estarem igualmente certas. Ele queria saber qual dentre elas pregava a verdade, e se de fato existiria somente uma única verdade a ser pregada.

Motivado por algo que havia lido na Bíblia (Tiago 1:5), ele retirou-se para esse bosque a fim de conversar com Deus com a certeza de que receberia algum tipo de resposta.

Ele afirma que Deus e Jesus Cristo apareceram a ele e que disseram que não se unisse a nenhuma das igrejas então existentes, pois não possuíam a plenitude do evangelho de Cristo e que uma obra de restauração da Igreja Primitiva estava para ser iniciada através dele.

Milhões de pessoas no mundo receberam confirmação divina da veracidade desta história, enquanto outros milhões têm certeza que tal história não passa de um malogro.

Quando se trata de religião, é difícil estabelecer parâmetros do que é ou não verdade, do que deve ou não ser feito. Há inclusive quem ache que a religião foi inventada pelo próprio homem, como uma maneira de colocar cabrestos na sociedade, estabelecendo princípios de moralidade e convívio que dessem alguma direção ao potencial interativo da raça humana. Tudo para estas pessoas deve passar pelo filtro do método científico para ser minimamente aceitável, de modo que a ciência é sua maneira de interpretar o universo no qual estão inseridos (o que não deixa de ser uma espécie de religação cósmica).

Há também aqueles que não gostam de debater sobre religião. Eles acham que o debate religioso só causa confusão. Seja porque não têm um conhecimento tão profundo sobre suas próprias crenças; ou porque não conseguem enxergar outras possibilidades além daquelas que já firmaram como escopo de sua fé; ou mesmo porque têm coisas mais importantes para fazer.

Já outros acham que debate religioso é um discurso onde só eles têm a palavra e, se o outro se atreve a expor seus pontos de vista, sequer se dão ao trabalho de ouvir pois já estão pensando nos próximos argumentos que usarão a fim de provarem-se certos. Se não forem rebatidos com novos contra-argumentos da outra parte, sentem que venceram o debate e dão-se por satisfeitos, como se a verdade pudesse ser decidida no cabo de guerra ou braço de ferro.

Seja qual for o caso, havendo respeito, haverá diálogo. E havendo diálogo real, ambos os lados se edificam, por mais opostos que sejam os seus pontos de vista.

De modo que, para aqueles que tinham uma mente mais aberta e que estavam dispostos a compartilhar ideias e conceitos, comparar fatos e doutrinas, o Bosque Sagrado foi um excelente espaço de trocas de conhecimento, crenças e impressões durante os cinco anos de sua existência (2005-2010).

Com o fim daquela rede social, decidi fazer uma coletânea dos artigos que ali havia postado, republicando-os aqui.


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