13 de dezembro de 2012

Anjos

13 dezembro Escrito por Eliude Santos 2 comentários
No filme "Cidade dos Anjos" (City of Angels, 1998), acompanhamos a queda do anjo Seth, movido por um sentimento ao mesmo tempo humano e divino. Em "Dogma" (Dogma, 1999), somos confrontados com as falhas e hipocrisia do mundo religioso enquanto acompanhamos a sátira de dois anjos decaídos que tentam voltar para o Céu. Na série "Angels in America" (Angels in America, 2003), um anjo perturbado aparece para um profeta homossexual trazendo uma mensagem de estagnação pois teme que os Ceús não saibam lidar com o progresso humano.

Anjos, quer existam ou não, sempre exerceram fascínio entre os mortais, talvez porque a morte nos assuste tanto, talvez porque a vida nos assuste ainda mais.

Há, pelo menos, quatro classes de anjos mencionadas nas escrituras sagradas:

Arcanjos” são os anjos de maior crescimento espiritual no Cosmos, ficando somente abaixo dos Deuses. Eles fazem grande parte do trabalho divino ou autorizam outras pessoas a fazê-lo. Miguel foi um dos arcanjos que participou da Trindade na época da organização deste mundo. Ao lado de Jeová (outro arcanjo que ocupava um lugar na Trindade), tomou parte na expedição responsável pelos sete períodos evolutivos deste planeta a fim de que nele pudesse haver vida humana. Arcanjos são "espíritos pré-mortais" que evoluíram à condição de "estrela da manhã" (estão entre eles: Lúcifer, Jeová, Miguel, Gabriel e Rafael). Lúcifer foi deposto de sua posição de arcanjo quando, movido por ganância, quis apropriar-se indevidamente do trono divino. Quanto aos demais arcanjos, ao nascerem nesta Terra, eles abdicam de sua posição angelical e vivem de modo a tornarem-se deuses em futuras esferas de glória (céus).

Querubins” são anjos protetores. Foram colocados querubins com espadas flamejantes para proteger a árvore da vida e a arca do convênio. Não sei se são "espíritos pré-mortais", "pós-mortais" ou se são "seres ressurretos", mas, devido à sua relação direta com esta Terra, imagino que sejam todos filhos da mesma ninhada divina de onde saímos. São os únicos anjos descritos com asas. No entanto, há uma possibilidade de que tal descrição seja apenas figurativa. 

Serafins” são seres celestiais ressurretos, possivelmente homens e mulheres que vieram do planeta em que o nosso Deus foi um ser mortal e que, por não obedecerem todos os requisitos da lei celestial enquanto viviam naquele planeta, não alcançaram o status de divindade após a sua ressurreição. Sua função é glorificar a Deus. Isso não significa que eles ficam puxando o saco de Deus lá no Céu, cantando e louvando o dia inteiro. Glorificar significa aumentar a glória. A glória de Deus é a inteligência, isto é, as partículas de matéria obediente que compõem toda a criação divina, portanto, o trabalho desses anjos é certificar-se que essas inteligências permaneçam dentro do domínio divino, dando-lhes conhecimento. Ao participar no processo de educação dos espíritos pré-mortais, eles ajudam a aumentar a glória de Deus, cuidando para que esses "filhos espirituais" sigam o caminho de seu progresso eterno. Sua função como anjos é ministrar aos filhos espirituais dos seres exaltados (seres que alcançaram o status de divindade), ou os seres ressuscitados que habitam as esferas terrestriais daquele planeta onde viveram sua mortalidade. Só para deixar bem claro: estes anjos de que estou falando não são mensageiros, portanto, eles não podem vir a esta Terra para trazer recados divinos. Quanto a seu papel, professor é apenas uma das possíveis funções. Há certamente uma centena de outras funções que possam exercer na esfera onde habitam. Antes de nascermos, todos nós fomos instruídos por serafins que nos prepararam para nossa experiência mortal. 

Malaquins” são os mensageiros celestiais. Estes podem ser "homens mortais", "espíritos pré-mortais", "espíritos desencarnados", ou "seres celestiais ressurretos". Os anjos ministradores recebem designação de instruírem os seres de sua própria esfera (mundo), mas não necessariamente de sua mesma glória (estrutura), ou reino de glória (céu). Os anjos que nos passam recados têm, portanto, relação direta com esta esfera de habitação que chamamos Terra. Há duas classes de anjos que ministram em nome da divindade: os que são somente espíritos e os que são almas (corpo e espírito juntos, sejam mortais ou ressurretos). Espíritos são os seres que ainda não receberam um corpo de carne e sangue (não-encorporados), ou que já tiveram um corpo mas morreram (desencorporados) e agora aguardam a ressurreição (reunião da matéria que compôs o corpo físico com o espírito — formação de uma alma imortal). Normalmente a palavra anjo refere-se a pessoas que têm um corpo físico, tenham sido elas ressuscitadas dos mortos (reencorporados), ou transladados (transferidos de uma glória para outra sem experimentar a morte), como Morôni, Enoque e Elias.  Qualquer pessoa com uma mensagem de Deus para transmitir aos homens é um malaquim (anjo, professor, mensageiro).

As leis cósmicas que existem antes mesmo dos deuses responsáveis por nossa esfera existirem determinaram as condições de nosso nascimento aqui nesta Terra e determinarão que classe de seres seremos após a ressurreição. Muitos de nós podem inclusive tornar-nos serafins quando esta Terra for celestializada. 

Eu sou professor e não me importaria de ser um anjo ministrador pelas eternidades. Mas concordo que todos devem sempre lutar pela condição que mais se adeque aos seus padrões de felicidade.

Temos, portanto, os arcanjos que são responsáveis pela administração do Cosmos; os querubins que são anjos protetores, guarda-costas; os serafins que são professores, instrutores e administradores (possivelmente devem ocupar outras funções) e são os anjos que habitam no segundo grau de glória do reino celestial, tendo todos recebido uma glória celestial após sua ressurreição, mas sem ser exaltados (isto é, não se tornaram deuses), nenhum deles viveu nesta Terra e algumas pessoas que vivem hoje nesta Terra poderão ser feitos serafins após a ressurreição e auxiliarão os deuses na administração de seu enorme lar celestial; e, por fim, os malaquins, que são os anjos mensageiros... qualquer pessoa mortal, espírito ou ser ressurreto com uma mensagem divina, todos eles fazem parte desta leva de filhos de Deus que estão para nascer ou já nasceram nesta Terra.

Uma coisa importante para se entender é como se dá a ministração desses anjos. Disponibilidade é a chave para a resposta. Se a mensagem coube a um homem mortal, é seu dever transmiti-la e é nosso dever buscar essa verdade dele. Ele será nosso anjo para aquela verdade específica! Se não houver disponibilidade terrena de contato com a tal mensagem e se sua transmissão for de fato necessária, um mensageiro não-terreno será enviado. E, será enviado de acordo com as leis cósmicas que regem a transmissão de mensagens específicas. 

Uma pessoa que receba nesta vida a responsabilidade de passar uma mensagem divina poderá exercer esse papel de anjo, e suas palavras serão escritas nos Céus, pois representarão a própria divindade quando se levantarem em seu nome.

Em algumas escrituras, o Espírito Santo — um dos deuses da Trindade — era chamado de anjo, em decorrência do papel que estava exercendo naquela situação. Gabriel apareceu a Maria como um malaquim para anunciar o nascimento de Jesus. Neste caso, ele era um ser espiritual desencarnado enviado do mundo espiritual para anunciar à mãe do Messias que se aproximava o momento de Sua concepção. 

Mas, por que ele e não outro? Gabriel foi um arcanjo no mundo pré-mortal e era responsável pela "pregação do evangelho" (transmissão das verdades universais para os espíritos pré-mortais). Quando ele nasceu nesta Terra, seus pais lhe chamaram de Noé (Confortador), e após o dilúvio, ele teve que recolonizar a Terra com a promessa de salvação a todos os que compreendessem e aplicassem essas verdades em suas vidas — uma salvação que só seria possível com a expiação de um cordeiro que só nasceria muitos anos depois — Foi por isso que o escolhido para dar essa notícia à Maria foi Noé (Gabriel), porquanto tal notícia seria a concretização de sua missão como Consolador. 

Do mesmo modo, qualquer pessoa com uma mensagem divina para passar, seja ele mortal ou não, é um anjo enviado pela providencia divina.

Sempre tive muito cuidado ao falar sobre as verdades universais que me foram confiadas. Sempre me preocupo em passar a mensagem da maneira mais clara possível, pois posso ser o anjo por quem alguém tem orado, e, quando tiver a oportunidade de exercer esse papel, quero fazê-lo de modo a não deixar sombras na mensagem.

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