6 de abril de 2013

Sobre Mórmons e o Casamento Igualitário

06 abril Escrito por Eliude Santos , 3 comentários
A Igreja SUD praticou a poligamia numa época em que as leis do Estado Americano eram contra essa prática e foi perseguida por isso. Na época, os membros da Igreja foram taxados de imorais. A sociedade virou as costas, negou empregos e oportunidades para eles. Posteriormente, líderes da sociedade, motivados por fanáticos religiosos de outras denominações da época, começaram a promulgar leis contra os mórmons, inclusive leis que permitiam que "cidadãos de bem" assassinassem mórmons "em nome da honra e da justiça."

A Igreja Mórmon sofreu o aguilhão da perseguição e não pode agora querer tornar-se escorpião, ferindo uma minoria que quer ter seus direitos legais respeitados. Na verdade, como ela mesma defende em suas regras de fé, "Pretendemos o direto de adorar a Deus Todo-Poderoso de acordo com os ditames de nossa própria consciência, e concedemos a todos os homens o mesmo privilégio, deixando-os adorar como, onde ou o que desejarem." Esta regra de fé não se restringe somente à liberdade de crença, mas também à liberdade de escolha e ação do indivíduo (arbítrio), maior dom divino que nos foi dado.

No passado, os negros (que eram considerados pela maioria das religiões como "criaturas sem alma") lutaram por um lugar na sociedade e até hoje enfrentam preconceito quanto à sua condição. As religiões da atualidade já não discutem o fato deles terem alma ou não.

Como instituição, a Igreja tem todo o direito de reafirmar suas crenças, como o fez em relação ao sacerdócio que não podia ser concedido aos negros na época em que ex-escravos começavam a ganhar espaço na sociedade. Mas como povo cristão, ela tem também a obrigação de estender os braços de amor e respeitar as diferenças, como fez com os mesmos homens livres, seus filhos, netos e bisnetos, que eram acolhidos nas comunidades SUD com amor e respeito, e tratados como irmãos de igual valor mesmo antes de 1978 (ano em que o sacerdócio mórmon foi estendido para todas as raças). Na verdade, na época de Joseph Smith, os mórmons foram acusados de serem abolicionistas e foram perseguidos também por aceitarem escravos em suas congregações.

Mas um mórmon mais ortodoxo pode dizer, "Com os negros era diferente: ser negro não é pecado, mas ser homossexual é."

Um mórmon, mais que qualquer outro cristão precisa saber diferenciar o pecado do pecador. Eles podem se posicionar diante do que consideram pecado, mas nunca contra aquele que consideram pecador. Temos milhares de pessoas em nossa sociedade que já vivem uma situação de união estável homossexual (e muitos têm filhos - que eles adotaram porque essas crianças foram abandonadas em lares heterossexuais desestruturados). Esses casais se amam e amam seus filhos, por mais inapropriado que isso pareça aos olhos de um cristão ortodoxo. No entanto, além de todo o bullying que já sofrem de pessoas pouco respeitosas, eles enfrentam vários problemas legais simples como falta de acesso a um plano de saúde familiar, ou direito a bens conseguidos em conjunto, no caso do falecimento de um dos cônjuges. Isso por não terem sua condição legalizada perante a sociedade.

Dentro da teologia mórmon, para Deus, o pecado não se restringe somente ao fato de dois homens fazerem sexo, mas o de qualquer pessoa fora dos laços do selamento praticarem o ato sexual, pois somente pela autoridade de um selador a permissão dessa prática é consentida.

Sendo assim, se levarmos a lei à risca, então, pessoas que vivem juntas sem serem casadas legalmente, ou pessoas casadas em outras religiões (mas não seladas no templo mórmon) estão todas condenadas, por estarem fazendo um sexo não autorizado. E se alguns mórmons lutam na justiça para impedir que gays tenham seus direitos constitucionais atendidos, deveriam também lutar para cancelar os direitos civis de todas as pessoas que praticam estas outras modalidades de união não autorizada.

Compreendo que nos Estados Unidos a Igreja Mórmon tenha necessidade de se posicionar mais severamente contra o casamento igualitário, visto que lá o casamento religioso tem validade civil. Sendo promulgadas as mudanças propostas, isso poderia afetar de algum modo o exercício de suas atividades e crenças. Já no Brasil, o casamento civil é dissociado do casamento religioso, portanto, não há razão para a igreja se posicionar contra, já que isso não lhe afeta diretamente.

O fato é que o casamento civil de homossexuais apenas fará com que a Igreja e outras instituições tenham um pouco mais de trabalho para propagar a importância da família tradicional. Mas "Nossa Lei é Trabalhar", não é assim que diz o hino? Então, mãos à obra! Não uma obra contra seus irmãos homossexuais (afinal, eles são seus irmãos), mas uma obra em favor da família. Mostrem o exemplo. Sejam bons pais e boas mães. Amem o próximo. E lembrem-se que a época de maior paz na história do Livro de Mórmon foi quando não havia mais "itas" entre o povo, quando todos se tratavam como iguais, com respeito, apesar das diferenças!

Só quero que fique claro que não estou contra ninguém, nem contra mórmons nem contra gays; estou a favor da paz.

Deus disse: "Não haverá prostituta dentre as filhas de Israel; nem haverá sodomita (homem que se deita com outro homem) dentre os filhos de Israel." (Deuteronômio 3:17) Note que Ele não disse que não deveriam haver gays "no mundo". Ele disse que não deveria haver prática homossexual entre "o povo Dele", pessoas que, por meio de cerimônias sagradas, haviam se comprometido com Ele a guardar Seus mandamentos para que, numa vida futura, exercessem funções que exigiam esse tipo de preparação. Ele não deu essa lei para os bárbaros (vikings), nem para os gregos, romanos ou egípcios, nem para os orientais. Cada povo tinha as crenças que mais se aproximavam do seu padrão de racionalização ou espiritualidade e, portanto, cada um era regido pelas leis advindas de tais padrões. E assim ainda é atualmente.

Não podemos forçar outras pessoas a viverem dentro de nossos padrões, nem impedir que elas tenham o direito de viver do modo que os ditames de sua consciência lhes pedem para viver.

Defendo o direito de quem quer que seja de discordar do que eu acredito e professo. Defendo a verdade (que é absoluta para Deus, mas relativa para os homens). Então, se um homem possui uma verdade, viver de acordo com esta verdade será sua parcela de honestidade para o mundo.

Minha parcela de honestidade para o mundo é compreender que eu não me encaixo no formato tradicional de família, embora compreenda bem todos os princípios e doutrinas que envolvem esse conceito.

As leis de Deus existem para ajudar o homem a tornar-se uma pessoa melhor, a aprender a conviver em paz. E eu sou muito grato por conhecer todas elas e por viver muitas delas, e por tudo isso fazer de mim um homem de caráter. Um homem melhor.

Um amigo mórmon disse certa vez: "Eliude, fiquei muito impressionado com suas palavras, apesar de não concordar com todas elas. Mas elas demonstram conhecimento, tolerância, educação e bons argumentos, diferente de muitos que conheço e/ou que se manifestam querendo impor sua opinião no grito. Sou mórmon, acredito na Bíblia e em Deus, apoio a família como instituída por Ele e, portanto, sou contra a união homossexual. Mas também acredito no diálogo, na boa convivência, no amor ao próximo, tal qual ensinado pelo Salvador, e sei que esta é e será a melhor forma de enfrentar esse momento de definição de nossa sociedade. Adjetivar a discussão não irá facilitar nada e só contribuirá para o confronto entre filhos de Deus. O que penso que não O agradaria em nada." (Bispo George Cintra)

No site oficial da Igreja há muito material sobre o que a Igreja de fato acredita e defende no que concerne a este assunto. Uma página em especial fala sobre o respeito às diferenças, conforme pregado por Joseph Smith, o primeiro profeta da Igreja de Jesus Cristo nestes últimos dias.

"Ao esforçar-nos para ser pacificadores, podemos viver em grande harmonia e amor com as pessoas. Podemos cultivar a paz honrando uns aos outros e recusando-nos a procurar defeitos. Podemos cultivar a harmonia em nossas comunidades respeitando a liberdade de todas as pessoas de crerem segundo sua própria consciência." (Joseph Smith)

A opinião de qualquer pessoa é tão digna de respeito quanto a minha. Quando um cristão considera minha prática homossexual um pecado aos olhos de Deus, ele tem liberdade de declarar sua crença desde que o faça de maneira respeitosa. Assim como Deus lhe dá liberdade de agir conforme os ditames de sua consciência e ele escolhe fazer as coisas que lhe colocam em harmonia com o divino, o mesmo Deus me dá a mesma liberdade e eu escolho fazer o que me dá paz interior e plenitude.

O que me garante esta paz interior e sensação de plenitude é a honestidade e sinceridade no modo como enxergo a mim mesmo e me defino diante do mundo. No entanto, a despeito do que eu faço para ter essa paz, nem a minha opinião nem a daquele que me critica alterarão a opinião de Deus a respeito do assunto (como eu disse antes, a verdade de Deus é absoluta, enquanto a dos homens é relativa).

Este conceito não dá ao religioso sem empatia o direito de pensar que possui o monopólio da interpretação da opinião divina. Do mesmo modo que não me dá o direito de fazer pouco caso de sua interpretação.

O Deus dos mórmons deixou claro que Lhe agrada o casamento entre um homem e uma mulher e que não Lhe agrada o adultério ou qualquer relação fora dos laços desse casamento tradicional que Ele estabeleceu.

No entanto, Deus não força ninguém a fazer o que Ele quer. Por isso, segundo a própria doutrina mórmon, Ele preparou outros reinos de glória para aqueles que não aceitam viver sob o manto de todas as leis divinas. Quem passou pelo templo mórmon sabe que a lei da castidade só é exigida a partir de um determinado ponto na nossa jornada de progresso eterno representada na cerimônia da investidura. O que significa que, em certos Céus, não há leis que estipulem uma conduta sexual predeterminada.

A Igreja Mórmon existe para conduzir seus membros a um Céu cujos habitantes precisam ter certas características que os preparam para as funções que ali exercerão, portanto, todas as suas leis estão relacionadas àquele céu específico.

Mas sabemos que nem todos os mórmons e nem somente mórmons irão pra aquele Céu, nem tampouco Deus forçará a entrada de alguém num reino para o qual não se preparou adequadamente.

Obviamente, poucos acreditarão nisso, poucos aceitarão isso como verdade. Então que quem não viva essa verdade, possa pelo menos viver uma verdade mais elevada dentro daquilo que se propõe a acreditar!

Homossexuais no passado viviam uma vida marginal, faziam sexo sem proteção em banheiros públicos e parques, inclusive com homens casados, porque tinham medo de dizer abertamente que eram gays e sofrer o repúdio da própria família e da sociedade. Quando alguém "saía do armário" era porque sua figura era tão feminina ou afeminada (no caso dos gays), ou masculina ou masculinizada (no caso das lésbicas) que ficava difícil esconder sua orientação sexual.

Hoje, a situação mudou, os homossexuais que têm saído do armário nem sempre são estereótipos: eles têm namorados, muitos acreditam em monogamia e preferem ter um parceiro estável a quem amam profundamente e com quem decidem passar o resto da vida juntos.

Se lhes negarmos esse direito, estamos impedindo que eles vivam um padrão moral mais elevado dentro dos limites de suas próprias crenças e conduta.

Eles não querem destruir a família cristã, como muitos absurdamente pensam. Eles querem apenas coexistir com os mesmos direitos ao respeito e ao amor de irmãos que estejam prontos para entender que, apesar das diferenças de orientação, eles são seus semelhantes.

Afinal este é o termo das escrituras, aquele próximo a quem devemos amar é nosso semelhante, então por que nos concentrar em diferenças? Por mais que não concordemos em muitos pontos, no fim das contas, todos buscamos o mesmo: viver em paz! ter alguém do lado (família, amigos)! e ser felizes!

O problema não é se o casamento gay será legalizado ou não. A situação é que o casamento gay já é uma realidade. E o problema é, o cristão tradicional está preparado para conviver com isso de forma pacífica, sabendo como educar seus filhos nessa nova sociedade tão cheia de diversidade?

"Mas o pacificador, ouçam-no! Porque as palavras de sua boca e sua doutrina caem como a chuva e destila como o orvalho. Eles são como a suave neblina sobre as plantas e como um leve chuvisco sobre a grama." (Joseph Smith)

Se eu fosse um pai cristão hétero, eu amaria minha esposa de tal maneira que ela me consideraria a pessoa mais importante de sua vida, eu mostraria para os meus filhos que nossa família poderia viver junta pela eternidade num reino de glória chamado "reino celestial", se todos além de se amarem, viverem os mandamentos de Deus; explicaria que eu quero muito viver com todos eles ao meu lado. Mas se algo acontecesse, e qualquer laço fosse quebrado, os do amor jamais seriam. E por me amarem tanto, eles exerceriam sua liberdade e fariam a escolha de ficar comigo. E se exercessem sua liberdade para seguir qualquer outro caminho, eu seguiria o exemplo de Deus e aceitaria sua decisão e demonstraria amor por todos eles, sempre deixando clara a minha posição, sem jamais os forçar a fazer o que eu gostaria que fizessem.

E quando meus filhos fossem confrontados com a diferença de sua família tradicional com outras espécies de união, eu lhes diria: "Uma de suas amigas tem dois pais, a outra tem duas mães, e eu tenho certeza que esses casais se esforçam para dar todo o amor do mundo às suas filhas, do mesmo modo que eu e sua mãe nos esforçamos para que você se sinta feliz e amado ao nosso lado. Observe o mundo e aprenda que todos estão se esforçando para isso: para serem felizes. E você precisa encontrar seu caminho também. E não há um modo melhor para encontrar seu caminho do que buscar as respostas Daquele que te conhece há mais tempo que você mesmo consegue se lembrar. Mas, se depois de ouvir as respostas que Ele tem para lhe dar, você decidir ir por outro caminho, quero que esteja ciente das consequências para que não sofra tanto, pois como Deus, eu também quero te ver sempre tendo motivos para sorrir."

Novamente citando o Profeta mórmon: “Consideramos ser um princípio justo, crendo que todo indivíduo deveria refletir devidamente sobre a força desse princípio, que todos os homens foram criados iguais e que todos têm o privilégio de pensar por si mesmos no tocante a todos os assuntos relacionados à consciência. Consequentemente, não temos a disposição, mesmo que tivéssemos poder para isso, de privar qualquer pessoa do exercício dessa liberdade de pensamento que o céu tão graciosamente conferiu à família humana como uma de suas dádivas mais preciosas.

Se eu achar que a humanidade está errada, devo persegui-la? Não. Eu a elevarei, e à sua própria maneira também, se não puder persuadi-la de que meu caminho é o melhor; e não procurarei compelir homem algum a crer no que eu creio, a não ser pela força da razão, porque a verdade abrirá seu próprio caminho.

Devemos estar sempre atentos aos preconceitos que às vezes se apresentam de modo tão estranho e são tão comuns à natureza humana contra nossos amigos, vizinhos e irmãos do mundo que decidem diferir de nós em questões de opinião e fé. Nossa religião é algo entre nós e nosso Deus. A religião deles é algo entre eles e o Deus deles.” (Joseph Smith)

Joseph Smith era realmente um homem à frente do seu tempo e até mesmo do nosso!


3 comentários:

  1. “Devemos estar sempre atentos aos preconceitos que às vezes se apresentam de modo tão estranho e são tão comuns à natureza humana contra nossos amigos, vizinhos e irmãos do mundo que decidem diferir de nós em questões de opinião e fé. Nossa religião é algo entre nós e nosso Deus. A religião deles é algo entre eles e o Deus deles.” (Joseph Smith) Joseph Smith disse tudo! E logo sabemos que Deus não faz acepção de pessoas!

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  2. Ninguém condena os gays... tanto que estão por ai aos milhares e arrebanhando cada vez mais adeptos... tendo poder no meio artísticos... etc O que esta aqui não é o estilo de vida, ou a escolas destes indivíduos... que fazem o que querem do jeito que estão fazendo continuarão a fazer... e farão... sempre... Mas o aliciamento do aceitar ou não dos outros... Veja aceitar é diferente de respeitar... Não se pode aceitar como certo... mas sim respeitar como escolha... Não posso olhar para a cor preta... e dizer que é branco... porque um individuo quer me impor isso... (violando minha liberdade em beneficio da sua) posso dizer se vc quer que seja preto... eu respeito... mas para mim é branco... aqui esta o problema... querem porque querem... que os hétero... digam... não este preto é branco... ou vc é homofóbico... E sim haverá acepção de pessoas no julgamento final... pois cada um receberá conforme suas obras... A racionalização é o grande mau... neste caso...

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    1. "Ninguém condena os gays" (Que bom que pensa assim! Afinal foi exatamente isso que Cristo nos aconselhou a fazer: que não julgássemos uns aos outros; ao contrário, Ele disse que amássemos uns aos outros. Amar exige empatia, que é colocar-se no lugar do outro para ganhar um ponto de vista mais completo da situação. O que vejo, no entanto, são cristãos se agarrando ao seu ponto de vista e sendo incoerentes com as próprias crenças somente para defender conceitos morais que nem eles mesmos entendem porque existem)!

      "Gays estão por aí arrebanhando adeptos" (Homossexualidade não é algo que se impõe a ninguém, se hoje há mais pessoas que se declaram gays no mundo é porque elas pararam de mentir para si mesmas e de se esconder. Sempre existiram muitos gays, o problema é que antes eles sofriam calados e tentavam se adequar. Muitos até se matavam por não conseguir. Entendo que alguns héteros tenham nojo do comportamento gay. Eu sempre odiei drogas, então se alguém me oferece, eu digo não. Não vomito na cara da pessoa que usa alguma droga na minha frente. Aprendi a controlar o meu nojo porque amadureci. É isso que acontece com pessoas que amadurecem. Elas aprendem a lidar com as diferenças. Ao contrário de uma crença que pode gerar conversos e adeptos, a homossexualidade é uma condição. Até os religiosos mais sérios já admitem que essas tendências de afeição e interesse são inerentes à personalidade do indivíduo. O que ele fará com esse pacote todo vai depender de escolhas que precisam ser respeitadas.)

      "O que os gays querem é forçar os outros a aceitarem seu estilo de vida" (Sim, muitos gays estão equivocados e estão se impondo de um jeito abusivo. E peço desculpa por eles. Mas é uma contra-reação compreensível, diante do tipo de reação que os cristãos lhes apresentam quando eles exigem respeito.)

      "Não posso olhar para a cor preta e dizer que é branca" (Hoje não, mas há alguns séculos, todos os cristãos olharam para os negros e disseram que eles não tinham alma. Instigados por líderes religiosos escravagistas, defenderam o direito sobre a posse de outros seres humanos. E usavam a própria Bíblia para justificar a distinção e superioridade dos brancos. Minorias sempre existiram e sempre foram mal compreendidas. Somente quando a maioria desce do seu salto do orgulho e tenta compreender, é que a mudança acontece. Mas não sem que a poeira se levante, como em qualquer reforma.)

      "Se você quer que seja preto, eu respeito, mas pra mim é branco" (A frase mais sensata no seu texto! Cada um é o que é, vê o que consegue ver. Provavelmente você lerá minhas palavras de resposta e não perceberá a coerência de minhas ideias; outro lerá e perceberá. Mas isso não fará ele virar gay nem te fará ser mais hétero. Héteros-cristãos podem apoiar os gays sem comprometer suas crenças ou macular seus princípios. Eles sempre terão o direito de achar que o ato homossexual é um pecado, pois isso é uma questão de ponto de vista. Mas como em relação a outros pecados, eles amarão o pecador, pois somos todos pecadores afinal. Estamos todos no mesmo barco! Eles sempre terão o direito de se recusar a realizar cerimônias em suas igrejas que não se encaixem nos padrões de suas crenças. Mas o que eles não podem fazer é querer levantar bandeiras contra aprovação de leis "constitucionais" que defendem os direitos de seus "irmãos" homossexuais, por um medo “ignorante” de que tais direitos lhes afetem de algum modo.)

      "Cada um receberá conforme as suas obras" (Isso é um fato! E justamente porque nossa mente humana é mortal e natural, ela não entende a grandiosidade desse julgamento. O que sei é que o lugar para onde iremos é o mais adequado para cada um. Porque graças a Deus, não existe um só céu! Existe uma variedade de possibilidades de salvação. Quem gosta de caviar poderá comer caviar e quem gosta de farinha poderá comer farinha. O que não se pode é forçar um a comer o prato preferido do outro.)

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